quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Líder supremo do Irã nega que país vá ceder em diálogo nuclear

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira que ele não irá permitir nenhum recuo nos "direitos nucleares" do Irã. Em meio a uma nova rodada de conversas com potências mundiais, ele expressou apoio aos negociadores em Genebra, mas afirmou que os iranianos estavam instruídos a respeitar "as linhas vermelhas" de Teerã.

AP
Aiatolá Ali Khamenei durante fala aos membros de forças paramilitares, em Teerã, nesta quarta
Khamenei estava se referindo à insistência do Irã em continuar enriquecendo urânio em seu próprio solo. O processo pode servir para fornecimento de energia, mas também pode ser usado para criação de componentes para uma bomba atômica.
"Eu insisto em estabelecer os direitos da nação iraniana, incluindo os direitos nucleares", disse o líder iraniano a militares em Teerã, num raro discurso televisionado. "Insisto em não recuar um único passo dos direitos da nação iraniana", afirmou.
As declarações acontecem num momento em que o chamado P5+1, um grupo de países que juntou esforços para negociações sobre o programa nuclear do Irã, procura um acordo com o país para driblar as atividades nucleares.
O grupo inclui os Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, além da Alemanha. Representantes dos seis países e negociadores iranianos se encontraram nesta quarta-feira pela terceira vez em menos de um mês.
As potências mundiais suspeitam que o Irã está mascarando os objetivos militares em seu esforço nuclear, apesar de repetidas negativas de Teerã. A decisão final está com Khamenei. "Não estou interferindo nos detalhes destas negociações mas há linhas e limites que devem ser respeitados, disse ele. "Devemos respeitar esses limites e não entrar em atrito diante da algazarra dos inimigos e da oposição", acrescentou.
Eleição de Rouhani
A eleição do moderado Hassan Rouhani como presidente do Irã aumentou as expectativas de um final para as discordâncias sobre o programa nuclear iraniano depois de uma década de iniciativas que falharam em aliviar as tensões. Israel expressou sua preocupação com os debates em Genebra.
Em vez de determinar o encerramento do enriquecimento de urânio, conforme resoluções do Conselho de Segurança da ONU vinham demandando, as potências parecem estar contente com a suspensão do enriquecimento em níveis médios.
Junto com outros passos, essa seria uma primeira fase enquanto um acordo de longo prazo é costurado entre o Irã e o P5+1. Fonte: Dow Jones Newswires.
*com AE, Reuters e AP
Fonte:  Último Segundo

0 comentários:

Postar um comentário